ECOSOCS - comissão do banco mundial (comitê individual)

Chairs: A definir

Introdução ao comitê

O Banco Mundial (World Bank) é uma instituição financeira internacional criada na Conferência de Bretton Woods (1944) para promover o desenvolvimento econômico e social dos países-membros, especialmente nas nações em desenvolvimento. Conta com 189 países e atua por meio de empréstimos e assistência técnica, focando em erradicação da pobreza e prosperidade compartilhada. O Banco também integra o sistema global de governança, cooperando com as Nações Unidas em temas como a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

 

No cenário de crescente interdependência, o Comitê do Banco Mundial debate questões de cooperação econômica internacional, estabilidade financeira global e governança multilateral. Diante de conflitos geopolíticos e crises econômicas, até que ponto o Banco Mundial pode mediar tensões comerciais e crimes financeiros transnacionais? Como equilibrar o respeito à soberania nacional com a necessidade de soluções conjuntas para a segurança econômica e a inclusão financeira? Qual é o papel desta instituição no estímulo a padrões internacionais de transparência e proteção social em economias vulneráveis? Estas perguntas problematizam dilemas centrais da agenda do comitê. 

 

Convidamos os delegados a engajar-se em um debate multilateral que considere a história do Banco Mundial – desde o pós-guerra até a atual emergência de novas ameaças à economia global – e a formular propostas que reflitam princípios de cooperação internacional e desenvolvimento sustentável, visando fortalecer um sistema financeiro mundial mais justo e resiliente.

Tópico 1: Impactos de guerras comerciais e restrições à exportação de terras raras no desenvolvimento econômico global

As guerras comerciais entre grandes economias têm gerado instabilidade no comércio internacional, afetando cadeias globais de produção e investimento. A imposição de tarifas e restrições comerciais impacta especialmente países em desenvolvimento, que dependem da integração aos mercados globais. Nesse contexto, a disputa por recursos estratégicos, como terras raras, ganha relevância.
 

A limitação na exportação desses recursos pode afetar setores tecnológicos e industriais em escala global, intensificando a competição econômica. Essa dinâmica evidencia desigualdades na distribuição de recursos e na capacidade de negociação entre países. O tema envolve tensões entre interesses nacionais e a necessidade de cooperação para estabilidade econômica global

Tópico 2: Regulação internacional de fraudes financeiras digitais: pirâmides, apostas online e crimes econômicos em países em desenvolvimento

O avanço das tecnologias digitais tem ampliado o alcance de fraudes financeiras, incluindo esquemas de pirâmide e plataformas de apostas online. Esses crimes afetam especialmente países em desenvolvimento, onde a regulação pode ser menos estruturada. A digitalização facilita a atuação transnacional desses esquemas, dificultando sua fiscalização.


A resposta a esse problema exige coordenação internacional, mas enfrenta desafios relacionados à soberania regulatória e à diversidade de sistemas jurídicos. Além disso, há tensões entre inovação financeira e proteção do consumidor. O debate envolve o papel de instituições internacionais na promoção de normas e cooperação para combater crimes econômicos digitais

Sponsors

Parceiros

Colégio Santo Américo
APM CSA